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Item type:Item, Efeito do tratamento de sementes com extratos de microalgas e inoculação com Azospirillum brasilense em cevada cv. princesa(2026) Santos, Gustavo Aparecido Trzaskos dos; Ohse, Silvana; Barboza, Lana EvilynA utilização de bioinsumos na agricultura destaca-se como alternativa sustentável para otimizar o desenvolvimento vegetal, melhorar a eficiência nutricional e reduzir a dependência de insumos sintéticos. Diante da expansão da cultura da cevada (Hordeum vulgare L) cv. Princesa na região dos Campos Gerais e da crescente demanda por grãos de qualidade malteira, este trabalho objetivou avaliar o efeito do tratamento de sementes com extratos aquosos de microalgas (Arthrospira platensis, Tetradesmus obliquus e Viridiparva madeirensis), aplicados de forma isolada ou em associação com Azospirillum brasilense, sobre o desenvolvimento morfofisiológico, os componentes de produção e a qualidade de grãos da cultura. O experimento foi conduzido na Fazenda Escola Capão da Onça (UEPG), sob delineamento de blocos casualizados, em esquema fatorial 4 × 2, com cinco repetições. O fator primário foi composto por quatro tratamentos de sementes (testemunha, A. platensis, T. obliquus e V. madeirensis, na dose de 6 mg kg⁻¹), e o fator secundário correspondeu à presença ou ausência de inoculação com A. brasilense (4 mL kg⁻¹). A inoculação com A. brasilense promoveu efeito significativo sobre a variável população de plantas, gerando um aumento de 16,3% em relação ao tratamento sem inoculação, o que corresponde a um incremento de 246.000 plantas ha⁻¹. Quanto aos efeitos isolados dos extratos de microalgas, o maior índice de área foliar (IAF) na fase vegetativa foi proporcionado por A. platensis, enquanto o maior índice de palha foi obtido com T. obliquus. Para o comprimento de espiga, a aplicação do extrato de A. platensis no tratamento das sementes resultou em menores médias. A interação entre as microalgas e a inoculação bacteriana foi significativa para as variáveis massa de 1.000 grãos e teor de proteína dos grãos. Conclui-se que a associação entre extratos aquosos de microalgas e A. brasilense atua de forma significativa sobre a massa de 1.000 grãos e o teor de proteína dos grãos da cultivar Princesa.Item type:Item, Eficiência de inseticidas no manejo químico de tripes (Frankliniella Williamsi) em cultivo de milho (Zea Mays L.)(2026) Jonack, Marcos Vinicius; Bortolotto, Orcial CeolinO tripes (Frankliniella williamsi) é uma praga de ocorrência frequente na cultura do milho,especialmente nos estádios iniciais de desenvolvimento, podendo causar danos à área foliar e comprometer o crescimento das plantas. Diante disso, o controle químico tem sido amplamente utilizado, sendo necessário avaliar a eficiência de diferentes inseticidas e estratégias de aplicação para o controle desta praga que vem sendo crescente em áreas de cultivo do milho a sua relevância. O objetivo deste trabalho foi avaliar a eficiência de inseticidas com diferentes mecanismos de ação no controle de tripes e seus efeitos sobre a população da praga ao longo dos estádios vegetativos da cultura do milho. O experimento foi conduzido em delineamento de blocos casualizados, com sete tratamentos e quatro repetições, incluindo testemunha e aplicações de clorfenapir, espinetoram e metomil, em frequências semanal e quinzenal, com cada tratamento uma consideração independente. As avaliações populacionais foram realizadas nos estádios V5/V6, V7/V8, V10 e V11/V12. Os dados foram submetidos à análise de variância e as médias comparadas pelo teste de Tukey a 5% de probabilidade. Observou-se que houve variação na eficiência dos inseticidas ao longo dos estádios fenológicos, inferindo-se melhores resultados nos estádios iniciais da cultura. De modo geral, verificou-se aumento da população de tripes ao longo do ciclo, mesmo com aplicação de inseticidas, indicando ocorrência de reinfestação. Não foram observadas diferenças significativas na produtividade entre os tratamentos, sugerindo capacidade de compensação da cultura frente aos danos iniciais. Os resultados evidenciam que a eficiência do controle químico depende do inseticida utilizado, e da frequência de aplicação e do estádio da cultura, portanto, variando entre estes fatores, com destaque para o clorfenapir semanal no estádio V7/V8 com eficiência de 77,69% e V5/V6 para o espinetoram semanal com cerca de 50,97%.Item type:Item, Silício foliar como estratégia complementar ao uso de inseticidas e fungicidas no manejo fitossanitário da cultura do trigo(2026) Freitas Filho, Armestrong Davis de; Bortolotto, Orcial CeolinA cultura do trigo possui grande importância econômica e alimentar, porém, seu desempenho produtivo pode ser comprometido pela ocorrência de doenças foliares e insetos-praga ao longo do ciclo. Entre esses fatores, destacam-se o oídio, causado por Blumeria graminis f. sp. tritici, e os pulgões, que além do dano direto pela sucção de seiva também podem atuar como vetores de viroses. Nesse contexto, o presente trabalho teve como objetivo avaliar o efeito do silício associado ao manejo químico de pulgões e oídio na cultura do trigo, buscando verificar sua influência sobre variáveis fitossanitárias e produtivas. O estudo foi conduzido em dois ensaios independentes, ambos em delineamento de blocos ao acaso. No ensaio com pulgões, foram avaliados os tratamentos testemunha, imidacloprido + beta-ciflutrina, imidacloprido + beta ciflutrina + silício, metomil e metomil + silício. No ensaio com oídio, os tratamentos consistiram em testemunha sem aplicação, fungicida isolado, fungicida associado a uma aplicação de silício, fungicida associado às duas primeiras aplicações de silício, fungicida associado às três primeiras aplicações de silício e fungicida associado às quatro aplicações de silício realizadas no programa de controle. Foram analisados a população de pulgões por planta, a severidade do oídio ao longo do tempo, a área abaixo da curva de progresso da doença (AACPD), o peso hectolitro e a produtividade. No ensaio com pulgões, os inseticidas reduziram a infestação em relação à testemunha, e a associação com silício apresentou comportamento complementar, especialmente no tratamento com metomil + silício, que resultou na menor infestação observada. Além disso, mesmo com média inferior ao nível de controle tradicionalmente adotado, a testemunha apresentou menor produtividade, indicando que populações relativamente baixas já podem causar reflexos agronômicos. No ensaio com oídio, o manejo fungicida foi eficiente em reduzir a severidade da doença e a AACPD.Item type:Item, Volumes de calda na pulverização de herbicida com veículo aéreo não tripulado (VANT) para o controle de buva(2026) Martincoski, Luiz Eduardo; Garcia, Luiz Cláudio; Dalazen, GiliardiO objetivo com o trabalho foi definir o melhor volume de calda na pulverização de herbicida com veículo aéreo não tripulado (VANT – drone) para o controle da planta daninha buva (Conyza bonariensis). O delineamento experimental utilizado foi em blocos aleatorizados, com sete tratamentos e cinco repetições. Os tratamentos consistiram no controle (sem pulverização de herbicidas), aplicação com pulverizador terrestre de barras com volume de calda de 150 L ha-1 e pulverização com VANT nos volumes de 05, 10, 15, 20 e 25 L ha-1 . As variáveis analisadas foram a qualidade da pulverização em papel hidrossensível (área coberta, volume recuperado, densidade, potencial risco de deriva e amplitude relativa) e porcentagem de controle da buva em 06, 12, 18 e 24 dias após a pulverização do herbicida de contato. Conclui-se que todas as variáveis determinadas em cartões hidrossensíveis diferiram significativamente entre a pulverização terrestre e a aérea. Verificando somente os impactos das gotas em cartões hidrossensíveis, para a pulverização com VANT verificou-se elevação linear com o aumento do volume para área coberta, volume recuperado e densidade; sendo indiferente o potencial risco de deriva e amplitude relativa. A porcentagem de controle da buva nas parcelas pulverizadas foi significativamente maior que sem aplicação de herbicida. Não houve distinção entre a eficácia das pulverizações terrestre e aérea em todas as avaliações. Entre os volumes aplicados pelo VANT a porcentagem de plantas de buva controladas foi semelhante nos tratamentos em todas as análises.Item type:Item, Aporte de carbono e de nutrientes com o uso de polihalita em sistema plantio direto(2026) Mota, Heloisa Machado da; Caires, Eduardo FáveroO sistema plantio direto com rotação diversificada de culturas tem sido considerado uma das estratégias mais eficazes para melhorar a sustentabilidade da agricultura e minimizar perdas de solo e nutrientes por erosão em regiões tropicais e subtropicais. A acidez subsuperficial de solos sob plantio direto é um sério impedimento para o crescimento do sistema radicular das plantas e o aporte de carbono (C) ao longo do perfil. O gesso agrícola é amplamente utilizado para a melhoria do ambiente radicular no subsolo. As aplicações de calcário e gesso se constituem em estratégias eficientes para melhorar a atividade biológica, o estoque de C, o desempenho fisiológico das plantas e a produtividade das culturas. A polihalita é um fertilizante potássico alternativo que, além de potássio (K), contém cálcio (Ca), magnésio (Mg) e enxofre (S) na forma de sulfato. Este trabalho teve como objetivo avaliar o aporte de C e de nutrientes (Ca, Mg, K e S) no sistema de produção sob plantio direto com o uso de polihalita. O experimento foi realizado em um Latossolo Vermelho distrófico, sob sistema plantio direto, na Fazenda Escola “Capão da Onça”, da Universidade Estadual de Ponta Grossa, PR. Utilizou-se o delineamento em blocos ao acaso, com quatro tratamentos e quatro repetições. Os tratamentos foram constituídos de um controle (com KCl) e de aplicações de gesso agrícola (com KCl), polihalita em cada cultura (trigo, soja e milho) e polihalita em dose total antecipada nas culturas de trigo, soja e milho. As avaliações foram realizadas após dois ciclos sequenciais da sucessão trigo–soja–aveia preta–milho. A aveia preta foi cultivada para produção de biomassa visando cobertura do solo, sem fertilizantes. Por meio de avaliações do aporte de C pela biomassa das culturas, das atividades das enzimas β-glicosidase e arilsulfatase, e dos estoques de C orgânico e de nutrientes no solo foi avaliado o potencial da polihalita no aporte de C e nutrientes em sistema plantio direto. O uso de polihalita demonstrou proporcionar incremento de C da biomassa das culturas por meio de aumento na produtividade acumulada de grãos, resultando em correlação positiva com estoque de C orgânico total do solo, embora sem acréscimos estatísticamente significativos entre os tratamentos. A atividade da enzima β-glicosidase foi maior com a aplicação de gesso e a atividade da enzima arilsulfatase não foi influenciada pelos tratamentos. O uso de polihalita demonstrou potencial para aumentar o aporte de C da biomassa das culturas e o estoque C orgânico total e de nutrientes, especialmente S, no solo.